domingo, 4 de julho de 2010

Abra uma porta...


Abra uma porta qualquer da vida e siga.
Abra um abraço deixando de ser carente.
Entre tantos outros dias que chovia você desanimou e parou.
Abra o guarda-chuva, ou melhor, ande pela chuva.

Saia correndo contra o vento e ouça o que ele te diz
Mesmo que te sufoque o nariz
Não reclame do tempo por que ele muda, mas você também.

Não vire as costas e desista por que amanha você ira acordar.
Desafia esses obstáculos, pois eles se alicerçam a cada momento.
Abra seu sorriso que pode modificar as circunstâncias.

Entendam que tantos são tantas e nada é igual
Mas a sua diferença é que recria o mundo

Faça do seu dia o melhor possível, obstáculos foram feitos para serem vencidos
O tempo às vezes custa a passar, mas saberemos amanha que o ontem já foi.

Entenda que essa pode ser a diferença do teu sorriso
Isso nos da força para continuar.

Sorria, hoje e tente ser feliz
Não deixe que a vida custe caro.
Não deixe que a luz se apague.

Abra uma oportunidade de reconquistar e superar
Abra o coração e consciência que na sua frente, existe o tempo.

Abra então uma porta qualquer da vida e siga
Abra o sorriso que deixa de ser carente
Abra seus braços num abraço feliz e recomece mesmo achando
Que ainda é o fim.

Corra na direção da felicidade.
Mesmo que te digam que o caminho é outro.
Não existe contra mão. Certezas do coração.
Não aceite, não resista, insista.
Por que a porta que procura é a da vida
E ela ainda pode estar aberta.

By Edson Rufo.

domingo, 13 de junho de 2010

Se for preciso...



Eu correrei riscos só pra participar daquele momento,
Se for preciso eu vou rir para não chorar,
Se for preciso eu vou beijar pra esquecer,
Se for preciso eu amarei alguém que nunca irá me amar,
Se for preciso eu vou quebrar a cara pra aprender,
Eu farei tudo isso para me sentir realizada,
Pra ser feliz e poder dizer que corri atrás da minha felicidade
e que o preço a pagar pode ser caro mas não tem nada que vale mais do que os momentos que passei. Isso vale muito mais do que qualquer coisa.

Mariana Rangel

domingo, 30 de maio de 2010

:O Uahhh



Aiii agora estou exausta!!!
Estava nos preparativos pra festa de 2 anos do meu sobrinho Pedro Henrique, vulgo "Pêpe" rsrs...
E era balão q não acabava mais, ainda bem q o pai tem aquela maquininha de enxer, mas o barulho é infernal.
Exausta porque acordei cedo pra ver o treino da F1 hehe,e também pra colocar ordem na casa... droga e não marquei nenhum pontinho no campeonato da f1 e ainda cai uma posição e estou em 5º lugar! ¬¬ aff
Mas já passam das 2 da madrugada e eu ainda estou aqui enxendo o blog de caracteres, com vontade de escrever e o sono pegando e meu subconsciente dizendo "Vai dormir Luanaaa"!!! Meus olhos estão começando a pesar agora, e vou querer acordar pra ver o gp da Turquia *.* vai ser dificil acordar...mas estarei lá como sempre estive. Ouvindo a narração e o secômetro do galvão secando Deus e o mundo, e torcendo para que o alonsinho vá no muro (bleh).
Mas é isso pessoal, eu vou me retirando, como diz minha vó: "vou me recostar no meu aposento" (rsrs)
Um beijo à todos e um bom final de semana!!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pertencer



Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.

Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer.
Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.


Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino.

A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.


Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre.
Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma.
E preciso de mais do que isso.


Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.

Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer.

O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço.
Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes.
E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.


Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.

Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.

No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado.
Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.

Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe.
Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.


A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo.
E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!

Clarice Lispector.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O seu adeus...


Como pode tudo mudar de repente.
Um simples "NÃO" pra um, é um choque para o outro.
Pois junto ao "não" há muitas coisas envolvidas, implica uma série de acontecimentos.
O "não" acarreta uma lista de coisas a não se fazer mais.
Sentimentos... Não mais um abraço, um beijo, um toque.

Aprender um novo vocabulário.
Começar do zero.
E esquecer a intimidade antes obtida.

Como tudo ficou tão confuso!
Éramos conhecidos e por uma escolha de alguém agora somos completos estranhos.

Como pode tudo se tornar tão diferente em tão pouco tempo.
Um mundo que eu conhecia e era feliz, hoje já não existe mais, e como num passe obscuro de mágica foi destruído.
Tirado de mim aquele gostinho doce do amor.

Como eu era feliz!!! Isso não significa que não vou mais encontrar a felicidade.
Mas que vou ter de reaprender tudo.
Mas sou forte e capaz o bastante para reencontrá-la.

Certa vez alguém me disse mais ou menos assim: "Não deixe a outra pessoa ser responsável pela sua felicidade, faça a você mesma".
Então meus caros leitores...posso dizer-lhes que sou esforçada o bastante para redescobrir a minha.
Podem ter me privado de coisas, terem me cortado tudo o que eu tinha para oferecer.
Mais uma vez vos digo, sou capaz de seguir em frente.

Tem pessoas que dizem: "Não se ama apenas uma pessoa, outros amores virão."
Então recomeçarei de um novo ponto de partida.
Vou dar um tempo, apertar o botão reset da minha vida, e logo após seguido do botão start.

Pode ser difícil, bem nada é tão difícil assim, talvez prefira chamar de desafiador!
Isso é apenas o que eu acho que deva fazer.
Posso até me enterrar num pote de sorvete com muita cobertura, um top sundae e deixar papéis de bombons e embalagens de barra de chocolate espalhadas pela casa, chorar rios de lágrimas.
Eu sou humana e o meu balãozinho de conto de fadas foi estourado é claro que vou cair em prantos, sofrer. Mas sua repentina escolha do "NÃO" me pôs a pensar...

Vou ficar com os olhos inchados de tanto chorar, mas não vou me fechar para o mundo, nem me enterrar, porque vivi a minha vida toda numa bolinha de cristal por você, pra você, com um príncipe que achava que era encantado.
Então com licença que estou me retirando, porque o sol está brilhando lá fora e há muito o que se conquistar e explorar.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pensamentos...



Enquanto me preparava para dormir, antes de rezar, sim eu rezo :)

Eu fiquei pensando em várias coisas, alias sempre penso, e é sempre nessa hora que me vem as
inspirações de assuntos para esse blog.


Fiquei pensando em como nada pára quando eu páro...
Como quando eu fecho os olhos para dormir, tudo continua vivo...se mechendo, trabalhando, vivendo...

Quando desperto as coisas já não estão no mesmo lugar que as deixei...o sol já está lá fora, ou
então até já se foi...mas a energia ainda circula, tudo fica em movimento, é ate fascinante se pararmos para pensar nas coisas simples que a vida nos dá, que ela nos oferece.


Quando olho ao redor quanta coisa ainda que tinha de ser explorada, quanta vida ainda pra viver...e nossa meu abacateiro que ontem era apenas uma sementinha, hj ja tem quase um metro!!!

Às vezes o tempo passa e nem percebo.
Quando me dou conta tudo já aconteceu, tudo já se transformou.
A energia circulante lá fora mudou tudo de lugar.
Eu durmo e acordo e nada já nao é o mesmo. Mas até que é bom, assim a gente cria um ritmo para acompanhar um pouco esse tempo corrido.


Aprendi que nada nos espera, o tempo esta sempre correndo, a diferença está em você saber usá-lo, como vc ganha ou o desperdiça...a pergunta é "o que você faz dele?", ou pra retardar ou acelerar, não importa o quanto esteja fraco ou forte, nada pára nunca.E o melhor que se tem é viver, é não marcar hora, pode se haver contradições, mas certas vezes é bom viver sem olhar o tempo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Aos Anjos Guardiões



Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam
venham ao meu auxílio, quando me achar em sofrimento
e que me sustentem se desfalecer.
Faze, Senhor, que me incutam fé, esperança e caridade;
que sejam para mim um amparo, uma inspiração
e um testemunho da tua misericórdia.
Faze, enfim, que neles encontre eu a força que me falta
nas provas da vida e, para resistir as inspirações do mal,
a fé que salva e o amor que consola.
* Livro O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo XXVVIII


Eu simplesmente adoro essa oração, e decidi compartilhar com vocês! Me faz lembrar de bons momentos de evangelização, me sinto segura como se estivesse numa bolinha de vidro que nunca se quebrará,me sinto leve como a brisa fresca em uma tarde de primavera, e confortadora como um abraço numa hora de precisão, fico calma e serena como se qdo estivesse tudo escuro, no instante momento viesse um pequeno feixe de luz e caisse ao chao formando uma esplendorosa luz suprema que nunca se termina :)